Abertura do Ano Missionário de nossa Arquidiocese – Por Dom Rafael Biernaski

Evangelii Gaudium – Evangelii Nutiandi
Uma das grandes motivações que temos neste mês de novembro é a abertura do Ano Missionário de nossa Arquidiocese. No dia 21 de novembro, às 19h30, na Catedral Basílica haverá a missa de abertura oficial com o Tema: “Alegria da Missão” e o lema: “O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos” (IJo 1,3).

Essa alegria da missão foi muito bem apresentada pelos nossos Pontífices, mas de modo especial, gostaria de destacar a Exortação Apostólica Evangelii Gaudium do Papa Francisco e Evangelii Nuntiandi do Papa Paulo VI, Beatificado no último dia 19 de outubro. O Papa Francisco demonstrou grande sintonia e continuidade com a doutrina que foi aprofundada na encíclica de Paulo VI. Ambas exortações apontam para a missão fundamental da Igreja e apresentam de um modo claro e desafiador, a essência do anúncio da Boa Nova de Jesus Cristo. Elas insistem sobre a centralidade do Kerigma, e indicam um espírito de Evangelização impulsionado pelo espírito do Ressuscitado que garante a fidelidade da ação da Igreja. Também ambas valorizam a importância da piedade popular, da evangelização e da homilia. O Papa Francisco deu um tom mais incisivo na sua exortação, fazendo um convite a conversão pessoal e pastoral. Para ele o espírito missionário e o novo estilo de evangelização devem ser assumidos com alegria por toda comunidade eclesial.

Paulo VI nos agraciou com uma proposta prática e concreta lançando os fundamentos de uma verdadeira evangelização. Primeiramente nos contextualiza mostrando que a ruptura entre Evangelho e cultura é o verdadeiro drama de nossa época (EN 20). Sua convicção é que este problema deve ser tratado, não de modo parcial ou fragmentado, mas que a evangelização coloca em questão os nossos critérios de juízo, os valores determinantes, os pontos de interesse, as linhas de pensamento, as fontes de inspiração e os modelos de vida da humanidade (EN 19). E mais ainda, exige de nós o testemunho de vida, o anúncio e a adesão pessoal e comunitária ao projeto de vida que o Evangelho propõe. Desse modo, Paulo VI nos chama a atenção para termos clareza das vias de evangelização, os seus destinatários, os seus operários e o espírito interior que deve mover e motivar todo esse processo. Se, de uma parte ele distingue o Evangelho e a cultura, sem ceder a uma imediata identificação entre eles, por outro lado, sustenta que a relação entre eles é real, é pertinente e profunda.

Aqui está a essência e a chave de leitura para todo o nosso projeto missionário: Paulo VI nos lembra que evangelizar é graça, vocação própria da Igreja, e mais, é a sua identidade mais profunda, isto é, a Igreja existe para evangelizar (EN 14).

 

Dom Rafael Biernaski
Administrador Arquidiocesano

Autor: Comunicação
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